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Outubro 3, 2011 / yurios

Dos anjos.

Dos anjos,

 

Surgiu, simplesmente surgiu. Apareceu por uma esquina nauseabunda, parecendo inundá-la de amor.

E como me impressionou! Ser solitário, perdido em dores, engasgado em angustias, de coração esfarelado e alma opaca. Ah, mas tu surgiste, e como surgiu, surgiu com a glória de um anjo e o olhar de uma mulher.

Mulher que era, que parecia me fitar e até me cobiçar. E caminhava, caminhava com um sorriso lacônico e com a autoridade de um dono. Então, se és assim o dono, eu era o cão. Cão de rua, cão de ninguém, cão rejeitado, cão que não late, cão que não rosna, cão que não morde.

Mas ela vinha, vinha de algum lugar e parecia vir me ver. Retraí-me. Pensei até em me esconder. Tudo em vão. Esbocei falar algo, não consegui. Então simplesmente andei, ah, andei ao seu encontro, como um servo abjeto tentando se equiparar ao Rei, eu andei. E o mundo se calou, tudo prendeu a respiração: as nuvens, o vento, as estrelas, o céu.

E quando finalmente fiquei diante de ti… Mudo me vi.  E esse silêncio. Silêncio de morte. Silêncio de dor… Consumindo-me aos poucos, tirando-me a vida e dando-me adrenalina ao escarro.  Esse silêncio que deixa a noite mais fria, a rua mais gélida, mais escura, mais morta, mais… Eu.

Eu pareci me confundir com o silêncio da noite, pareci me dissipar como a fumaça de um cigarro arrastada pelo vento. E dissipado estava, em corpo e em alma, quando senti o teu toque.

Tu falaste comigo, tua voz ecoava por todo local, era clara, era límpida, era doce.

Não lembro o que tu falavas, mas lembro que sorri. Muito mais, minha alma sorriu. Sorriu como naqueles tempos de criança, com a sinceridade e a paixão do momento.

E a cada palavra tua se abria uma flor no meu coração, dissipavam-se as nuvens, criavam-se os rios e ouviam-se os cantos dos pássaros.

E eu fui me deixando levar pelo teu som, fui me deixando levar pelas palavras. Sentindo-me feliz por ser acolhido sob tuas asas.

E  passaram-se as horas. Àquelas horas não sentidas. Aquelas horas que passam sem serem vistas. A hora aonde o relógio é o amor, aonde o tempo é o amor. Ah! Hora-amor, como consegue ser tão paradoxal? Como pode ser tão rápido, mas tão eterno?

Parece que nos apaixonamos, nos apaixonamos sob uma rua já não tão escura assim, sob um céu já não tão fúnebre e sobre um banco empoeirado que, para mim, era o mais confortável que já sentei. E, assim, nos apaixonamos, e nos amamos em cada palavra, em cada gesto, em cada toque e em cada acariciar de cabelos.

Tu foste minha grande paixão.

Tu foste de uma forma que nunca pensei que alguém fosse capaz de ser.

Tu foste minha estrela, meu açúcar, meu sal, meu pão, meu vinho, minha vida.

Ah, tua foi aquela musa pela qual os homens choram, clamam e fazem poesias.

Mas tu se foste.

Da mesma forma que tu vieste.

Tu se foste, pra nunca mais voltar.

Tu foste para um mundo de sonhos, tua terra natal. E eu estou indo te ver. Estou indo ser contigo lá. Onde posso não me preocupar com o tempo e com a dor.

E se me jogarem às chamas, eu as apagarei. E se a barreira for física, eu a transpassarei; se for astral, me elevarei ao infinito.

 

P.S: Quem ler essa carta,quer que seja homem ou Deus ou microorganismos que agora devoram vorazmente meu corpo mutilado, saberá que o que foi feito foi feito pelo desespero de um homem, que deixou de amar na terra, para amar no céu.

Setembro 19, 2011 / yurios

Seja seu Sol.

A gente meio que vai andando, vai descobrindo as coisas com o tempo. Vivendo por amar ou vivendo por viver. Chorando por doer ou chorando por chorar. Não importa o que você faça, o mundo nunca parará de rodar (independente de sua cor ou crença, se você é rico ou pobre ou se você é inteligente ou burro) e o Sol nasce e se põe todos os dias, e você nunca poderá mudar isso.

Talvez, assim, você vai percebendo que há coisas na vida que são irremediáveis, inexoráveis. E, essa vontade de desorganizar tudo pra mostrar sua independência se fragiliza, se mortifica. Por mais que seu quarto seja uma bagunça, por mais que você desorganize sua vida, pra chamar a atenção dos outros ou de si, você nunca vai poder desorganizar o que está fora do seu alcance. Assim você se conforma com muitas e muitas coisas, passando, assim,  ao invés de destruir pra reconstruir,  se adaptar pra melhorar.

Então, se todos os dias o Sol nasce. Aprenda a nascer com ele. Todos os dias ele nasce pintado de uma forma diferente… todos os dias. E todos os dias ele tem umas história pra contar e todos os dias ele é mais belo.

Sua vida é como esse Sol. Você nasce ao acordar e morre ao adormecer. Então, ao acordar, seja mais do que você era ontem…porque você É mais do que era ontem, só não percebeu isso. Você está mais maduro, mais astuto, mais sensato, e, quem sabe, da mesma forma que você admira o Sol ao nascer, alguém estará, a cada dia, fascinado por você impressionantemente se mostrar mais belo do que era ontem.

Acho que vocês vão gostar:

Setembro 18, 2011 / yurios

I hope you do not mind …

Tinha que mandar esse aqui pra vocês.

É interessante você vê que , apesar da simplicidade da propaganda, a emoção que ela pode passar é muito forte.  Nada é mais importante ou causa mais impacto do que uma boa ideia.

 

Pra quem se interessa pela música: Elton John – Your song.

E também, não poderia esquecer, essa música foi tema da Mounlin Rouge. Excelente filme.

Setembro 2, 2011 / yurios

Jacques Brel – Ne me quitte pas.

 

Nos relacionamentos : Somos patéticos, na maioria das vezes, somos patéticos. Temos quem nos ame e temos quem nos quer bem.Temos tudo, mas, não gostamos quando chegamos a esse ponto. Pois, quando se tem tudo, não se tem mais sobre o que procurar, sobre o que esperar. Então , muitas vezes, escolhemos perder esse tudo ou desvalorizá-lo. Olhe a sua volta. Temos o costume de desvalorizar, subestimar, humilhar, etc, etc tudo que nós é fácil…por que ? Porque é fácil! Mas, quando algo é difícil, nós reclamamos.

É tudo hipocrisia. O ser humano é mestre em hipocrisia.

Aprenda a valorizar as coisas que você possui…

… ou podemos perder aquilo que mais gostamos, e, ai sim, igual Jacques Brel, somente aprenderemos a valorizar e a chorar por aquilo que se perde.  

Julho 26, 2011 / yurios

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

John Lennon.

Julho 20, 2011 / yurios

O Universo.

Simplesmente vejam isso…

Esse vídeo feito por TSO Photography  mostra tudo que há de mais belo que os nossos olhos podem ver. Com uma linda trilha sonora (Ludovico Einaudi – nuvole bianche) e imagens de encher os olhos, esse fotógrafo capta momentos incríveis, como o movimento aparente das estrelas, da névoa e do Sol.

As imagens falam mais do que as palavras.

 

Pra quem gostou da música :

Há também uma versão cantada. Ficou bom.

Junho 5, 2011 / yurios

Sou uma obra de arte!

Essa cantora, Haikaa Yamamoto, canta em uma música 19  línguas diferentes. É algo realmente muito gostoso de se ouvir, está super recomendado. ;D

Dêem uma olhada.

 

Me emocionei. ^^

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